Sprint


O sprint é o percurso mais curto da orientação pedestre, que permite organizar corridas de orientação em áreas de população significativa, ou seja, no ambiente urbano.



O percurso sprint difere das formas mais estabelecidas de orientação pedestre em vários pontos. Enquanto os eventos de orientação pedestre são organizados, principalmente, nas áreas florestadas, eventos de sprint podem ser encenados em qualquer tipo de terreno, pois exigem apenas pequena área para competição. Além do lugar, as diferenças também podem ser encontradas na estrutura do percurso e nas expectativas dos atletas. O formato de orientação de sprint foi definido pela Federação Internacional de Orientação (IOF) na forma seguinte: a orientação de sprint é um formato rápido, visível e fácil de entender. O perfil de sprint é de alta velocidade, ou seja, o percurso é construído para corrida de alta velocidade em parques, ruas ou florestas muito fáceis para correr. O tempo de vencedor, tanto para mulheres como para homens, deve ser de 12 a 15 minutos.


Diferenças do percursos na floresta


Além da velocidade da corrida muito alta, o percurso sprint tem outras características típicas. Controles nesse percurso devem ser tecnicamente fáceis, sem necessidade de procurá-los no lugar. O que faz toda diferença na competição entre atletas com condição física similar são escolhas de rotas. O percurso deve ser planejado com escolha de rota difícil em cada ponto, exigindo alta concentração do atleta. Para facilitar a leitura do mapa, a escala é grande. Normalmente são usados mapas 1: 4.000 ou 1: 5.000, com simbologia ISSOM, diferente da usada na floresta. Embora florestas rápidas possam ser incluídas, o terreno predominante é parque (muito executável) ou terreno urbano. Ruas, edifícios, jardins, escadas, muros e outros obstáculos fazem parte do percurso. Ao contrário das áreas remotas da floresta, o sprint ocorre na presença de espectadores e moradores locais.


Aumento da visibilidade do esporte


O formato de sprint tem significado importante para o esporte de orientação. As características deste percurso são favoráveis para iniciantes e oferecem outro tipo de competição para atletas experientes. O uso de parques e terrenos urbanos em particular tem vantagens importantes: traz o esporte para onde as pessoas naturalmente estão e oferece oportunidades para aumentar a conscientização pública e consciência de mídia sobre o esporte. O famoso exemplo de cobertura de mídia dos eventos de orientação foi e ainda é uma série mundial chamada Park World Tour (PWT). O PWT começou nos anos 90 como uma Copa do Mundo em Orientação de Parque. No início era a ideia de organizar a competição que levaria os orientistas para as cidades, para mostrar o esporte às multidões. Um ano após a estréia em 1996, o Park World Tour atraiu 5.000 espectadores. Dezenas de empresas de TV cobriram a série. Os prêmios em dinheiro totalizaram mais de meio milhão de coroas suecas. Os melhores orientistas do mundo competiram em cidades europeias famosas, como Budapeste e Veneza - e em 1998 conquistaram o extremo oriente no primeiro evento internacional de orientação realizado em Pequim. Na China, a PWT ainda mantém sua fama e cumpre seu papel na divulgação do esporte.


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Fontes


ISSOM, IOF, http://orienteering.org/wp-content/uploads/2010/12/International-Specification-for-Sprint-Orienteering-Maps-2007.pdf

PWT, http://www.p-w-t.org/

City Race Euro Tour, http://cityracetour.org/

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